segunda-feira, 4 de agosto de 2014

CAOS

Nascemos do caos
de um delírio de corpos se amando,
misto de paixão, suor e prazer.
Nascemos com a imensa necessidade de vida
e o incontrolável desejo de morte,
que ronda nossos passos
sombra negra
e certeza de partir.
\somos animais hipócritas vestidos de razão,
ocultando em nossas veias o sangue vermelho do instinto.
Cai a minha máscara
e sei que preciso viver a intensidade de cada desejo.
Sentir sem medo de sentir,
caminhar sem medo de errar,
errar sem medo de acertar.
Meu coração adormece sozinho
a chama daquilo que um dia poderia ter sido.
Minha vida espreita o dia de poder
explodir em riso e festa
aquilo que ainda guardo para viver.
A rotina.

Claudia Marczak

domingo, 3 de agosto de 2014

Reinvenção

Eis um poema que vem cutucando meus pensamentos...


"A vida só é possível reinventada.Anda o sol pelas campinas e passeia a mão dourada pelas águas, pelas folhas. . . Ah! Tudo bolhas que vêm de fundas piscinas de ilusionismo... – mais nada. Mas a vida, a vida, a vida, a vida só é possível reinventada. Vem a lua, vem, retira as algemas dos meus braços. Projeto-me por espaços cheios da tua Figura. Tudo mentira! Mentira da lua, na noite escura. Não te encontro, não te alcança... Só - no tempo equilibrada, desprendo-me do balanço que além do tempo me leva. Só - na trevas fico: recebida e dada. Porque a vida, a vida, a vida, a vida só é possível reinventada."

Cecília Meireles

sexta-feira, 1 de agosto de 2014

À guisa de introdução..

"O dizer sim à vida, mesmo em seus problemas mais duros e estranhos; a vontade de vida, alegrando-se da própria inesgotabilidade no sacrifício dos seus mais elevados tipos (...) além do pavor e da compaixão ser em si mesmo o eterno prazer do vir a ser." Nietzsche